Sep 29, 2008

have you seen my



?

deveria ter recebido a minha bolsa a 25 de setembro. nada. a entrar em stress, a receber facturas para pagar e a depender do meu cartão de crédito: stress. fui esta manhã, já em desespero, falar com a secretária do departamento, b. (secretária e amiga de copos). não sem antes ter perguntado ao meu entourage se já tinham recebido - isto para não fazer figura de parva (o que não seria estranho vindo de mim).

telefonema da b. para a responsável do personnel da univ. troca de palavras incompreensíveis (o meu suíço-alemão reduz-se a "merci vilmal", grüezi, en guete, äbä e pouco mais).

a tradução da conversa veio a seguir.
- quem é o "bausch"?
- quem é o ... quem?
- sim, no teu contrato apareces com o nome "e. n.-bausch" sendo o "bausch" o nome do teu marido... e no teu banco, só aparece "e. n.".
- (?)

momento de silêncio. tento relembrar-me se numa destas últimas noites etílicas terei cometido o faux-pas de me ter casado...

- nop. não tenho memória de ter ido a las vegas. nem de ter metido os pés numa love chapel. definitivamente não.
- o pagamento da tua bolsa foi devolvido dado os nomes não ser coincidentes.
- ok, vou amanhã regularizar a situação. só espero que não me peçam o documento a comprovar o meu celibato.

mas fica aqui o apelo: "se alguém conhecer o bausch, pode dizer-lhe para voltar para casa?"

merci vilmal

os trams e eu



detesto os trams de basel. nunca se espera mais de dois minutos pelo próximo (mesmo em hora de ponta) mas detesto-os. pelo que me aconteceu ontem. pelo que me aconteceu hoje.

fui ao centro da cidade à hora do almoço. com pouca vontade de regressar à pé para a univ. saltei para o tram n.°11 (sim, esse outra vez!), um pouco "à herói" (sem bilhete e pela última porta). o meu azar? não me apercebi que o tram tinha terminado o seu percurso nessa mesma paragem e estava de regresso à estação. fechada. trancada no tram. carreguei em todos os botões de abertura de portas (entrei em pânico) e finalmente após alguns minutos de luta (e alguns pontapés na porta), consegui sair.

agora? a pé ou de bicla. mas num tram? i don't think so...

la fête des vins



começo pelo fim.
ontem à noite regressei da "fête des vins" de lugano num comboio directo para basel (sem confusões de mudança de comboios e plataformas).
chegada à sbb bahnof: 00h06. último tram para casa: 00h15 (vim a descobrir da pior maneira a definição de "último").
apanho o tram n.°11 que vai em direcção à frança (st-louis grenze) e passa perto da univ.

atenta às paragens, apercebo-me (e estranho) da direcção tomada pelo tram. sabendo que há obras na linha (e acreditando piamente na minha boa estrela), achei que seria um mero "détour". pois.
chegada à última estação: oberwil (paragem das linhas 10 e 17, mas certamente not do n.°11). no meio do nada. 00h26.
horário de trams desactualizado (na era pré-histórica, havia trams até 00h48).
telefonema a um amigo a pedir conforto. "só a ti é que acontecem coisas destas. deverias estar mais atenta. o que vais fazer agora?". boa pergunta. se soubesse a resposta...

decido sair da estação e procurar ajuda (a.k.a. polícia, táxi?). desorientada, carregadíssima, estradas fechadas, um frio de rachar. decido dar ouvidos ao meu "sentido de orientação". e fui desaguar a uma estrada (fortunadamente) com algum trânsito.
big hic: deparando-se com uma desconhecida (à beira de um ataque de nervos) a gesticular no meio da estrada, quem tem coragem de parar o carro? na suíça? noone. nem mesmo táxis.
a terceira tentativa (de parar um táxi, porque carros somente nos meus wildest dreams) foi frutífera. as duas clientes do taxista tiveram pena de mim e aceitaram dar-me "boleia" (kind of). fomos deixá-las ao destino e depois partimos em direcção à bâle ("em direcção" porque já estava 15kms fora da cidade...).
conversa com o taxista (o costume, donde sou, o que faço na suíça, etc.) numa mistura entre o francês, inglês, português, italiano e espanhol. 35CHF mais tarde cheguei a casa. 1h20.

nota. ainda tive direito a um convite por parte do taxista (albanês do kosovo) para tomar um café e ver a cidade...