Apr 27, 2009

portugal e o cão de obama

... [in expresso online]

#1


#2


#3


a ler na versão original, porque na tradução perdem-se algumas piadas/trocadilhos (e.g. "capital" = "maiúscula")

Apr 26, 2009

searmanas bronnta ucd

... dia 29 de abril de 2009, às 11h00, no o'reilly hall.



note. i will be back on the 2nd of may, with loads of stories to tell (as always).

Apr 25, 2009

ciao m.



in memoria di m. che ha deciso lasciare questo pazzo mondo...

Apr 23, 2009

o que não fazer

...num laboratório.



1. nunca usar um isqueiro e manipular a chama sobre um beaker cheio de puro etanol, na falta de um bico de bunsen. e sobretudo, nunca o fazer perto de outros produtos inflamáveis e debaixo de uma hote de fluxo laminar. testei e comprovo que é péssima ideia. outra péssima ideia é tentar acalmar o "incêndio" com água saponificada e na falta da mesma, usar pó para a máquina de lavar loiça. o efeito crepitante é espectacular, mas sem resultados. tapar o copo com uma folha de alumínio é a única solução: simples e eficaz.
foi preciso esgotar todas as ideias estúpidas para chegar à ideia "brilhante".




2. nunca puxar sobre um manípulo que se situa à porta do laboratório, olhar sempre se existe algum dispositivo ao redor e perguntar antes: "e isto serve a?...". fica-se sujeito a um inesperado duche de água fria. foi como descobri hoje que existe um sistema de emergência (duche) em caso de derrame de produtos químicos sobre o manipulador.
perguntar antes de testar é outra ideia "brilhante".


agora que testei o fogo e a água, falta-me testar...

Apr 22, 2009

"runaway" by yeah yeah yeahs

para ti. para ela. para ambas.



i was feeling sad
can't help looking back
highways flew by
run, run, run away
no sense of time
like you to stay
want keep you inside

run, run, run away
lost, lost, lost my mind
like you to stay
want you to be my prize

run, run, run away
lost, lost, lost my mind
like you to stay
want you to be my prize

i was feeling sad
can't help looking back
highways flew by
run, run, run away
no sense of time
like you to stay
want keep you inside

all along, not so strong without these open arms.
hold on tight.
all along, not that strong without these open arms.
lie beside.
all along, not so strong without these open arms.
ride beside.

run, run, run away
lost, lost, lost my mind
like you to stay
want you to be my prize

run, run, run away
lost, lost, lost my mind
like you to stay
want you to be my prize

Apr 21, 2009

perdida

...nos pensamentos, nos sentimentos, na vida dela, na vida dos outros. perdida.



como explicar-lhe que a vida não acabou. que existe mais. que nem tudo tem fim. que a vida continua. que no mundo "nada se perde, tudo se transforma". seja matéria, seja pessoa. nada se perde. crescemos com os anos. aprendemos. sabemos mais hoje do que sabíamos ontem. transformamo-nos. em melhor ou pior pessoa. a cada um de decidir. mas nada se perde. e nada tem fim. onde acaba algo, começa algo. vida de casada, vida de divorciada. com velhos amigos, com novos amigos. aqui ou acolá. nada volta a ser o mesmo. e ainda bem.

Apr 17, 2009

"she lost control" by joy division



schöne wochenende.

quando me sobe

...a mostarda ao nariz!


10 dias de férias e quando regresso:
- ninguém lavou o material utilizado (erlenmeyers empestados a bactéria deixam uma marca olfactiva na memória de qualquer um);
- as bancadas/espaços de trabalho estavam irreconhecíveis (marcas de um qualquer produto químico não identificado e material ao abandono);
- o lixo biológico tóxico não tinha sido recolhido nem tratado por ninguém;
- material (caro) comprado para um fim específico estava a ser usado para outro fim, isto porque ninguém se dignou verificar se havia outras alternativas,
- e a lista continua...

fumeguei, respirei fundo, fervi e... j'ai pété un câble.

hi group,

it seems like rules have to be set in order to have a good working environment in the biology labs, since we are quite a few now working in 2 small rooms.

1. everyone is responsible for his/her lab bench and other communal space/equipment. clean it after use and/or at the end of the day. may i remember you that s. got severely burn due to traces of an unknown chemical on a bench, and this kind of accident cannot/shouldn't happen again.

2. everyone is responsible for the material/labware in use. please put it in the washing machine and not in the sink - it will not be washed by itself. dry and put it back in its cupboard afterwards.

3. if you can't find a specific material/equipment ask your peers first. don't use the first thing you put your hands on. some materials are expensive and were bought for a specific use. the same can be said for sterile material. don't use it unless it is important for your experiment. if any box/bag of disposable material/chemical is near an end, please let us know (l., a. or me) so we can order more or order it yourself.

4. do not use the new micropipettes (biohit) for chemical purposes (e.g pipetting solvents)! these micropipettes were bought for the biology lab and should not be taken to other labs! there are other micropipettes which can be used and work perfectly. after use, put them back to where they belong.

5. do not put common trash in the biological waste (e.g. paper, gloves...). we are the ones who have to autoclave it and it would be good to minimise the number of times we have to do it. so be conscious of what you trash and where you do it.

my apologies for this email, but it is annoying to see that only a few of us comply with this.


enviado a todos os meus colegas, com bcc ao w.

[nota: a foto não é do meu lab mas bem podia ser]

Apr 14, 2009

o que mais detesto

... no povo português.



detesto principalmente a falta de educação, civismo, saber-estar e saber-ser dos portugueses.

no avião
na minha ida para portugal, fui encurralada entre uns "peixeiros das caxinas" (sentados nos lugares de trás) e dois casais "tios da foz" (nos lugares à frente). ora, se os de trás me maçaram com grosserias e palavrões, os da frente irritaram-me com conversas ocas de conteúdo e cheias de snobismo. e não foi por estar de ouvido atento. simplesmente os tios tiveram de elevar a voz acima do normal (devido ao barulho dos outros vizinhos) e era impossível não escutar. a solução foi "enterrar" os auriculares do ipod nos ouvidos, com música bem alta, respirar bem fundo e concentrar-me na minha leitura.
consegui, a custo, avançar na leitura e abtraír-me dos sons que pululavam no ar. mas o melhor ainda estava para vir.
mal o avião fez a sua aproximação à pista (i.e. aos saltinhos e a travar), pessoas levantaram-se para retirar os seus pertences da bagageira (as hospedeiras fartaram-se de gritar "sir, sit down. please sit down. monsieur, asseyez-vous. s'il vous plaît, asseyez-vous. madame..."). ora, meus senhores, enquanto o avião não estiver completamente imobilizado e de escadas à porta, ninguém sai. e as bagagens do porão não chegam ao tapete de recolha segundo a ordem de saída do avião. então pergunto: quantos minutos pouparam ao levantar-se do lugar enquanto o avião ainda estava em movimento, contrariando às normas de segurança? não pouparam. nem um minuto. aliás, por causa desses imbecis (que segundo as leis darwinianas deveriam evoluir e não regredir), tivemos direito a um replay da demonstração das normas de segurança a cumprir dentro de um avião. 10 minutos de atraso.

o mais cómico viria logo a seguir. à espera da minha bagagem, uma mala enormíssima emergiu e fez um estrondo ao cair no tapete seguinte. o senhor ao meu lado comentou o seguinte: "eh pá, essa mala deve trazer chumbo!" - e não se enganou por muito. a dita mala não trazia chumbo, mas algo muito mais interessante.
fui agraciada com a visão do conteúdo quando os donos abriram a bagagem (à vista de todos) para verificar o estado da mercadoria.
o que se pode trazer de tão valioso da suíça? chocolates? queijo? uma vaca? barras de ouro? não, nada disso. os senhores acharam que deveriam trazer algo bem mais simbólico: uma sanita.
ainda hoje, pergunto-me se foi compensatório financeiramente (pondo de parte o quão rídiculo é/foi) trazer uma latrina. mas o meu pai defendeu que as sanitas suíças (que possivelmente são de fabrico espanhol ou até mesmo português) eram mais ergonómicas e com uma melhor distribuição de água, e que até não tinha sido uma má ideia...

o vôo de regresso decorreu mais calmamente. consegui fugir aos caxineiros, quando me apercebi que se iam sentar perto de mim e apesar de ainda ter havido idiotas a levantarem-se antes do avião imobilizar, fomos poupados da aula sobre normas de segurança em aeronaves.


nas estradas
outro exemplo de falta de civismo é a atitude dos meus conterrâneos nas estradas.
o carro da minha mãe não é veloz mas cumpre com os seus deveres. consegue atingir 160km/h numa boa descida. ora o limite máximo nas autoestradas portuguesas é 120km/h. limite máximo. não mínimo. os portugueses devem ter um problema de compreensão dessas duas palavras que em muito diferem - alguma anomalia como as pessoas que não sabem distinguir se -3 é menor ou maior do que -2. porque os portugueses acham que 120km/h é o mínimo.

exemplo 1: circulei a 90km/h (limite máximo) na via de cintura interna do porto à noite e senti-me um verdadeiro caracol. 90km/h é uma velocidade razoável, mas quando comparada à velocidade dos meus congéneres condutores, 90km/h é lento. muito lento. com alguma força de vontade (e o facto do carro da minha querida mamã tossir dos pulmões quando se lhe exige um pouco mais), consegui manter-me dentro dos limites legais de velocidade.

exemplo 2: é claro, que quando isto é feito de dia (i.e. cumprir a lei e código da estrada), com um pouco mais de trânsito à mistura, o sangue latino de outros automobilistas ferve bem mais depressa. ia eu (a roçar os 110km/h) na a28 (esposende - porto) e na via da esquerda (não porque me apetecia irritar o resto do mundo, mas porque estava a ultrapassar camiões de transporte - os únicos a cumprir (porque são forçados) as regras de trânsito), quando me apercebo pelo retrovisor, lá longe, uma viatura a fazer-me sinais de luzes. estava a meio da ultrapassagem e com mais meia dúzia de outros "veículos lentos" à vista, por isso decidi manter-me na faixa esquerda. rapidamente, o outro veículo aproximou-se e os sinais de luzes seguiram-se mais intensos. sem me desmoralisar, continuei as minhas ultrapassagens, tendo no entanto a atenção de acelerar até os 120 (não havia descidas por perto...). claro que não foi suficiente para o meu caro colega - que para além do acender/apagar constantes dos faróis, decidiu complementar a chamadinha de atenção com a buzina (não fosse eu cega ou surda). arrumei-me quando pude (e isto significa com segurança e não para deixar passar s. exa), e ainda tive direito ao "dedo de honra" e mais alguns insultos - os quais não necessitaram de som para eu perceber que me estava a presentear com os melhores palavrões existentes no dicionário português.

acho que o governo português deveria adicionar mais uma taxa ao preço de venda de automóveis. essa taxa serviria para algumas aulas de civismo e boa-educação que tanto faz falta a este pequeno povo. se o saber-estar e saber-ser deste país fosse proporcional à qualidade do seu mercado automóvel, não duvido que seríamos um dos povos mais bem-educados deste planeta (excluindo emirados árabes e afins, claro).

Apr 2, 2009

começo a detestar

... a pontualidade suíça!



no país do queijo e do chocolate, é permitido fazer barulho das 7h00 às 23h00.

tenho a infelicidade de morar numa rua de basel, famosa por estar em obras há mais de 20 anos. desde que me mudei para este apartamento, já recebi várias correspondências da rathaus a informar-me que faltava pouco para terminarem as obras. ainda não terminaram. e hoje de manhã, às 7h04, decidiram abrir um buraco, bem em frente à janela do meu quarto. acordei com o barulho de um martelo pneumático e a minha cama a estremecer sob a vibração do solo.
os operários tiveram a sorte de eu ainda não me sentir suficientemente à vontade no alemão para os mandar "àquela parte".
e o pior foi acordar assim, uma hora antes do meu despertador, e após uma noite etílica.